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Ciência busca como eliminar mosquito da dengue com rapidez
(Agência Brasil - 12/03/2002)

     Os números assustadores da dengue nesse verão estão promovendo uma correria entre os pesquisadores brasileiros. Dezenas de centros, espalhados por todo o país, buscam alternativas para combater o mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti.

      A dificuldade da população em evitar a formação de focos de reprodução do inseto e a baixa eficácia revelada pelos fumacês - carros que percorrem as cidades espalhando inseticida para matar o mosquito - levaram os cientistas a pesquisar outros métodos de combate.

      Uma das tecnologias que vêm obtendo bons resultados é uma armadilha de oviposição chamada Ovitrampa, em que as larvas depositadas pelo Aedis Egypti são eliminadas por um biolarvicida produzido com bactéria da espécie Bti (Bacillus thuringiensis).

      Como na pesquisa larvária, o Ovitrampa objetiva inibir a reprodução do mosquito, a diferença é que não é preciso ficar procurando focos para dizimar. O mosquito é atraído para armadilha - um recipiente preto e normalmente de plástico, pendurado a 1,5 metro do chão - pelo cheiro de um ''chá'' de gramíneas onde o larvicida está diluído. A bactéria Bti, presente na mistura, sintetiza um cristal protéico que, quando ingerido pelas larvas do mosquito, causa danos irreversíveis ao sistema digestivo levando-a à morte. ''Ainda estamos realizando testes para verificar a eficácia da armadilha, mas com certeza, ela é bem superior à pesquisa larvária'', informa Cleide Albuquerque, coordenadora do projeto do Ovitrampa na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

      Apesar dos bons resultados, o Ovitrampa tem um fator que compromete sua aplicação em larga escala, o preço do biolarvicida. Produzidos no exterior, esses produtos chegam ao país ao preço médio de US$ 25 o litro. Para tentar reverter essa situação, a Universidade Estadual Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, desenvolve estudos para a obtenção de um produto com as mesmas características e custo reduzido.

      Segundo Marília Berbet de Molina, do Laboratório de Biotecnologia e coordenadora do projeto, um dos focos da pesquisa é ''otimizar as condições do processo de crescimento microbiano de modo a conseguir o máximo de cristal tóxico, responsável pela morte da larva do Aedis Aegypti''.

      Também para baratear o processo, o estudo vai testar o uso de resíduos agrícolas e agroindustriais com fontes alternativas de nutrientes para as bactérias no meio de cultura, em lugar dos componentes de custo elevado habitualmente utilizados.

      Na revista norte-americana Cell dessa semana foi publicado um estudo sobre a estrutura do vírus causador da dengue. Pesquisadores da Universidade de Purdue e do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos EUA, estão próximos de entender a atividade química e biológica do microorganismo o que possibilitará o desenvolvimento de uma vacina contra a dengue.

      Vacinas contra a dengue já foram apresentadas no passado, mas revelaram-se ineficazes porque atacavam apenas uma das linhagens do vírus da dengue. Conhecendo a estrutura do microorganismo será possível produzir uma vacina para todos os tipos de flavírus, família da qual o vírus da dengue faz parte, juntamente com os vírus da febre amarela e encefalite.

      Segundo dados da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro divulgados essa semana, já foram confirmados 27 mortes no estado em decorrência da dengue, 21 só na capital fluminense. Em número de mortes, essa epidemia é a mais grave que o Rio já enfrentou.


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