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Voyager, 25 anos de descobertas

Um quarto de século após seu lançamento rumo aos planetas exteriores, a nave exploradora corre contra o tempo.
(JPL - NASA)


      Durante os 12 primeiros anos após seu lançamento em 1977, as naves gêmeas Voyager 1 e 2 traçaram um vasto panorama de descobertas sobre 4 planetas e 48 luas, incluindo os rápidos ventos de Netuno, emaranhados nos anéis de Saturno e vulcões no satélite joviano Io. Nas comemorações das bodas de prata da missão, os cientistas e engenheiros ligados ao projeto esperam que ao menos uma das naves consiga ultrapassar as fronteiras da influência solar antes que seu mini-reator nuclear enfraqueça totalmente. A Voyager 1 é agora o mais distante objeto feito pelo homem, a aproximadamente 85 vezes a distância Terra-Sol. A Voyager 2 está a 68 vezes a distância de nosso planeta ao Sol.

      "Após 25 anos, as espaçonaves ainda estão muito bem", declarou o Dr. Edward Stone, projetista da Voyager desde 1972 e ex-diretor do NASA Jet Propulsion Laboratory (Pasadena, Califórnia). "Em 1977, não tínhamos a menor idéia de que iriam durar tanto. Imaginávamos incialmente uma viagem de apenas 4 anos até Júpiter e Saturno."

      A equipe da Voyager ainda recebe quase que diariamente informações das resistentes espaçonaves em sua viagem pelo espaço. As naves Voyager estão analisando os limites do vento solar, fluxo de partículas provenientes de nossa estrela mais próxima. A próxima meta contudo é alcançar o espaço interestelar. A Voyager 1, que foi lançada em 5 de setembro de 1977, passou por Júpiter e Saturno e em seguida rumou em direção norte, acima do plano formado pelas órbitas dos planetas. A Voyager 2 foi lançada em 20 de agosto de 1997, e após seu encontro com os grandes planetas Júpiter e Saturno, a NASA estendeu sua aventura até os planetas mais distantes, Urano em 1986 e Netuno em 1989.

      "Um sinal de rádio, viajando à velocidade da luz, leva aproximadamente 12 horas para percorrer a distância Voyager 1 - Terra. Isto nos traz problemas operacionais", comenta Ed Massey, diretor do projeto Voyager. "Se alguma coisa está errada a bordo, pelo menos um dia inteiro se passa até que o sinal atinja a Terra e retorne novamente à espaçonave. Pode ser tarde demais. Desta maneira a equipe tenta se antecipar programando os computadores da nave com instruções avançadas sobre como lidar com eventuais emergências".



      As espaçonaves estão estudando a grande bolha formada ao redor do Sol pela ação do vento solar. A bolha possui uma borda, denominada de heliopausa, onde a pressão do vento estelar é equilibrada pela pressão do vento proveniente do meio interestelar. Este vento interestelar é formado por um fluxo de átomos e partículas de explosões estelares. A localização da heliopausa varia com o nível de atividade do ciclo de 22 anos das manchas solares e com a intensidade do vento interestelar. Alguns cientistas sugerem que, em uma escala de tempo suficientemente longa, a pressão do meio interestelar pode até mesmo influenciar o clima da Terra.

      A Voyager 1 viaja em direção à heliopausa a uma velocidade de 1,6 milhão de quilômetros por dia. Se irá chegar lá antes de 2020, data do esgotamente de suas fontes de energia, é algo que depende da distância a ser percorrida. Estimativas recentes mostram que a viagem pode demorar de 7 a 21 anos.

      Predições melhores da distância em que se encontra a heliopausa poderão ser feitas quando as naves encontrarem a Zona Limite, região onde o vento solar sofre brusca desaceleração. Os cientistas do JPL acreditam que este encontro deverá acontecer dentro de pelo menos 3 anos.

      Sejam quais forem seus destinos, as naves Voyager 1 e 2 já têm garantidos seus lugares de honra na história da exploração espacial. Entre suas mais marcantes descobertas, estão os vulcões ativos de Io; as gigantescas tempestades da atmosfera de Júpiter; as irregularidades dos anéis de Saturno; a extensão da atmosfera de Titan, satélite de Saturno; os ventos extremamente rápidos de Netuno; os gêisers ativos de Triton, uma das luas de Netuno.

      Mesmo após o esgotamento de suas fontes de energia, as naves gêmeas irão vagar pelo espaço interestelar, carregando a bordo informações visuais e sonoras sobre a Terra e nossa civilização, para talvez serem um dia recuperadas por inteligências extraterrestres distantes bilhões de quilômetros de nosso planeta.


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