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Imagem de Quaoar composta de 16 fotos captadas pelo telescópio Hubble

Descoberto novo objeto no Sistema Solar


Telescópio Hubble detectou maior objeto ao redor do Sol desde a descoberta de Plutão há 72 anos
(STScI / NASA)




      Temos um novo companheiro nos céus. Os astrônomos Michael Brown e Chadwick Trujillo, do California Institute of Technology, anunciaram na 34.ª reunião de Ciências Planetárias da American Astronomical Society a descoberta de um novo corpo celeste com aproximadamente metade do tamanho de Plutão. Catalogado como 2002 LM60 e batizado com o exótico nome de Quaoar, é o objeto do Sistema Solar mais distante já captado pelas lentes de um telescópio. Inicialmente observado por equipamentos terrestres como um simples ponto de luz, Quaoar revelou finalmente seus detalhes ao potente telescópio espacial Hubble.

      Quaoar está a aproximadamente 4 bilhões de km de distância da Terra, um bilhão de km mais distante que Plutão. Mas, ao contrário de Plutão, sua órbita descreve um círculo mais perfeito que a órbita de vários planetas de nosso sistema.

      Embora menor que Plutão, seu volume é superior à soma de todos os asteróides juntos. Mas sua massa corresponde a um terço do cinturão de asteróides, pois trata-se de um objeto composto em grande parte por gelo.

      Esta descoberta traz novos elementos de pesquisa que podem fornecer importantes informações sobre a origem e evolução do Sistema Solar, principalmente de uma região ainda pouco explorada e difusa: o Cinturão de Kuiper, localizado além da órbita de Netuno.

      Os astrônomos Trujillo e Brown utilizaram inicialmente o telescópio Palomar Oschin Schmidt para a descoberta de Quaoar na constelação de Ophiucus (Ofíuco). Sua magnitude, de +18.5, indica que se trata de um objeto 10.000 vezes menos intenso que a mais fraca estrela observável pelo olho humano. Observações mais precisas foram feitas por Brown utilizando o Hubble nos dias 05/07 e 01/08, fornecendo um tamanho angular de 40 mili-segundos de arco, correspondente a um diâmetro de 1300 km. A precisão exigida poderia ser alcançada apenas pelo Hubble; o resultado é inédito, pois trata-se da primeira medida direta da dimensão de um objeto do Cinturão de Kuiper (KBO - Kuiper-belt object).

      O Cinturão de Kuiper estende-se além da órbita de Netuno por mais de 10 bilhões de km. Além de Quaoar e Plutão, fazem parte do cinturão uma grande quantidade de objetos semelhantes a cometas em sua composição. Nos últimos dez anos mais de 500 objetos foram descobertos no Cinturão de Kuiper, a grande maioria deles muito menores que Plutão, como por exemplo Varuna e 2002 AW197, com aproximadamente 900 km de diâmetro. Seus tamanhos foram calculados indiretamente, através de medidas de sua temperatura e reflectividade dos objetos, portanto com margens de erro elevadas.

      O nome Quaoar, proposto por Trujillo e Brown, origina-se da mitologia dos índios Tongva, primitivos habitantes da região de Los Angeles. De acordo com a lenda, Quaoar "veio dos céus, e após colocar a ordem no caos, colocou o mundo sobre as costas de sete gigantes. Em seguida criou os animais e o homem."

      Plutão, companheiro de Quaoar, foi descoberto em 1930 após 15 anos de pesquisas na busca de planetas "trans-Netunianos". Apenas recentemente os astrônomos perceberam que na verdade Plutão é o maior de todos os KBOs; a existência do Cinturão de Kuiper foi postulada por volta dos anos 1950 como um gigantesco "ninho" de cometas, mas somente nos anos 1990 os primeiros KBOs foram observados. Para Michael Brown, objetos ainda maiores serão descobertos nesta região nos próximos anos, e para isso a participação do telescópio espacial Hubble será fundamental.


Esquerda: órbita aproximada de Quaoar na constelação de Ophiucus.
Direita, superior: série de imagens de Quaoar captadas pelo Hubble no dia 05/07 com um intervalo de 29 minutos.
Direita, inferior: imagem de Quaoar captada diretamente pelo Hubble. Detalhes da superfície do objeto não podem ser exibidos graças à sua elevada distância.

Concepção artística de Quaoar, objeto composto de rocha e gelo com cerca de 1300 km de diâmetro.

Gráfico comparativo mostrando os diferentes diâmetros de Quaoar, Plutão, Terra e Júpiter.


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