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      As primeiras atividades espaciais brasileiras datam do início da década de 1960. Por iniciativa do então Ministério da Aeronáutica e de suas instituições de pesquisa (como o Centro Técnico Aeroespacial - CTA e o Instituto de Aeronáutica e Espaço - IAE), com o auxílio do Instituto de Pesquisas Espaciais - INPE, foram desenvolvidos projetos de foguetes de sondagem da família Sonda. Paralelamente foi criado um centro de lançamento de foguetes, a Barreira do Inferno - CLBI, localizada em Natal (RN).

      No ínicio da década de 1980 foi criado um segundo local de lançamento de foguetes, o Centro de Lançamento de Alcântara - CLA, no Maranhão. Além disso, foram definidas as bases para uma política espacial brasileira, criando-se um cronograma para o desenvolvimento de satélites artificiais e de um veículo lançador.

      Todo o esforço de três décadas do programa espacial brasileiro culminou com o lançamento em 1993 do Satélite de Coleta de Dados (SCD-1), inteiramente projetado e desenvolvido no país. Atualmente encontra-se em fase de testes o Veículo Lançador de Satélites (VLS), de quatro estágios, apto a colocar em órbita satélites de 100 a 350 kg a uma altitude de até 1000 km. Em 10 de fevereiro de 1994 as atividades espaciais brasileiras passaram a ser inteiramente coordenadas pela Agência Espacial Brasileira (AEB), vinculada diretamente ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

      Apesar da constante falta de recursos, de um acidente no lançamento do VLS-1 em 1997 e da polêmica em torno do acordo Brasil-EUA sobre a utilização do Centro de Lançamento de Alcântara, o país mostrou-se qualificado para participar do projeto da Estação Espacial Internacional, na qualidade de único representante do mundo em desenvolvimento. Um acordo entre a NASA e a AEB, assinado em outubro de 1997, define a participação do Brasil na ISS: o país irá fabricar equipamentos e obter direitos de utilização de seus recursos, além da oportunidade de treinamento de um astronauta brasileiro.

      Estes são os sistemas a serem desenvolvidos pelo Brasil:

ExPS - Express Pallet System

O Palete Express é um sistema de fixação de cargas externas, que será acoplado ao sistema de treliças (Truss) da ISS. O sistema simplifica e agiliza a montagem de cargas na ISS. Sua carga máxima será de 1.360 kg, divididos em 6 paletes adaptadores (ExPAs) de 227 kg cada. As dimensões máximas das cargas são: largura: 115 cm; profundidade: 85 cm; altura: 123 cm. O ExPS possui vida útil prevista para 10 anos, e será projetado para tolerância zero a defeitos, com sistemas que impedem propagação de problemas.

TEF - Technological Experiment Facility

A Instalação para Experimentos Tecnológicos é um suporte que possibilitará a exposição direta de experimentos ao ambiente espacial. A TEF poderá receber até 26 adaptadores, cada um com capacidade de carga entre 50 e 125 kg. Cada bandeja de experimentos terá 1m x 1m de base e no máximo 1,25 m de altura. Assim como o Palete Expresso, a vida útil da TEF será de 10 anos.
WORF-2 - Window Observation Research Facility 2

A Janela de Observação para Pesquisas irá possibilitar a realização de experimentos de observação da Terra, tais como estudos das camadas superiores da atmosfera, mudanças climáticas e eventuais cataclismas. A primeira unidade já está operacional a bordo do módulo Destiny (US Lab), e é formada de 4 camadas de vidro laminado, permitindo observações nos espectros visível e infra-vermelho. Câmeras 35 mm, 70 mm e de vídeo poderão ser adaptadas, além de racks especiais para experimentos mais sensíveis. A camada externa da janela estará sempre protegida por uma cobertura escamoteável, e em caso de danos ou riscos poderá ser substituída. O Brasil irá construir a segunda unidade WORF.



  Imagem da janela de observação WORF-1, já instalada no módulo Destiny.
ULC - Unpressurized Logistics Carrier
CHIA - Charge Handling Interface Adaptor
Z1-ULC-AS


A função do Container Despressurizado para Logística (ULC) será a de armazenar partes sobressalentes e equipamentos de manutenção que não exijam pressurização. O Brasil irá produzir quatro unidades ULC.

O Adaptador de Interface para Manuseio de Carga (CHIA) permite interfaces mecânica e elétrica entre as cargas transportadas e o ULC.

O Sistema de Anexação Z1-ULC (Z1-ULC-AS) permitirá a fixação de até dois ULCs ao Truss Z1 (Zenith 1).



  ULC - Container Despressurizado para Logística.
Sistemas
 > ExPS - Express Pallet
 > TEF
 > WORF-2
 > ULC
 > CHIA
 > Z1-ULC-AS
    Custo total
    US$ 120 milhões

  Veículo Lançador de Satélites (VLS) no seu "pad" de lançamento em Alcântara (MA). O VLS possui uma altura de 19 metros, e sua massa é de cerca de 50 toneladas.




  Satélite de coleta de dados SCD-2A no Laboratório de Integração e Testes do INPE.




  Major Marcos Pontes, candidato a astronauta brasileiro, em treinamento na NASA. A participação brasileira na ISS prevê a formação de um astronauta de nosso país no Johnson Space Center, além da possiblidade de realização de experimentos científicos.
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