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Imitando a natureza

NASA inaugura nova era de conquistas na aviação: aeronaves revolucionárias, novos sistemas de controle e mais segurança.

(Aerospace - NASA)

      Os ataques terroristas de 11 de setembro às torres do World Trade Center em Nova York e ao Pentágono mostraram ao mundo a vulnerabilidade dos sistemas de segurança da aviação norte-americana e mundial. Homens armados com simples estiletes e facas dominaram três aeronaves de grande porte e as atiraram contra seus alvos. Sem dúvida a confiança do usuário na aviação civil ficou seriamente abalada, e medidas tomadas a seguir pela Administração Federal de Aviação norte-americana - FAA (e imitadas nos quatro cantos do mundo) mostraram-se apenas paliativos de última hora.

      Os ventos de mudança logo se fizeram sentir nas áreas de ciência e tecnologia, e a NASA não poderia deixar de fazer suas correções de rota. Em fevereiro a Divisão de Tecnologia Aeroespacial da agência (Office of Aerospace Technology) anunciou uma estratégia integrada de pesquisa e desenvolvimento denominada Aeronautics Blueprint, baseando-se nas seguintes premissas:
    Uso da tecnologia digital no controle aéreo
    Desenvolvimento de aeronaves revolucionárias, de performance superior
    Novos padrões para a segurança
    Formação de pessoal qualificado para o futuro
      Apesar de suas conseqüências a longo prazo, o programa visa responder também a necessidades mais imediatas nas áreas econômica e militar: a manutenção da liderança norte-americana na fabricação de aeronaves civis (que sofre forte concorrência dos europeus) e o desenvolvimento de sistemas de defesa mais eficientes. Para o programa Aeronautics Blueprint, uma estreita colaboração NASA - Departamento de Defesa já está prevista.

      Segundo o diretor da Divisão Aeroespacial da NASA, Sam Venneri, a tecnologia de aviação ainda não atingiu seus limites. "Avanços revolucionários em materiais, tecnologia da informação, sistemas de engenharia e muito mais irão permitir que a aviação supere as conquistas de seu primeiro século".

Músculos e inteligência
Sistemas aerodinâmicos que mudam sua forma e sensores que atuam como o sistema nervoso: um novo século de aeronaves rápidas e seguras.
Otimização do tráfego aéreo, aeroportos de alto fluxo e comunicações de banda-larga evitarão congestionamentos "en route" (na rota). Previsões meteorológicas de alta-definição enviarão dados sobre condições inadequadas ao vôo em tempo real. Sistemas de imagens geradas por computador permitirão operações em quaisquer condições de tempo.
Sistemas de propulsão integrados à estrutura das aeronaves terão ruído reduzido. Vôos supersônicos serão mais eficientes, silenciosos e mais acessíveis. Elementos aerodinâmicos mudarão seu posicionamento e forma durante o vôo, interagindo com um "sistema nervoso" em tempo real.
Um número maior de aeródromos pequenos sem torres de controle serão criados, com gerenciamento de tráfego automatizado. Decolagens e aterrissagens simultâneas poderão ser efetuadas com segurança. Rotas efetuadas terão monitoração contínua. Aeronaves estarão equipadas com sistemas que recusam comandos para acidentes intencionais.

      Para o cumprimento das metas do Programa Blueprint a NASA conta com as parcerias do Departamento de Defesa (DoD) e Departamento de Transportes (DOT) dos EUA, além da Administração de Aviação Federal norte-americana (FAA) e das Universidades e Institutos envolvidos na área. Os centros de pesquisa e desenvolvimento da NASA envolvidos são os seguintes: Ames R.C. (tecnologia da informação), Dryden F.R.C (pesquisa aeronáutica), Glenn R.C. (propulsão e telecomunicações), Langley R.C. (aeronáutica e ciências atmosféricas) e Marshall S.F.C. (propulsão).


      Na planta de projetos

Aeronave não-tripulada Helios, em testes no Centro Dryden.

      O Centro de Pesquisas Aeronáuticas Dryden (Dryden Flight Research Center) desenvolve desde 1999 a aeronave Helios, não-tripulada e capaz de atingir altitudes superiores a 90.000 pés (27 km). O Helios possui uma envergadura de 75 m, maior que a de um 747, e é movido por motores elétricos alimentados por células solares instaladas sobre a asa. Em agosto de 2001 a aeronave atingiu sua altitude recorde: 96.863 pés (29.500 m). Suas próximas meta são manter a altitude de 100.000 pés (30.500 m) em um vôo de 24 horas, ou acima de 50.000 pés (15.240 m) por pelo menos 4 dias.

      O Programa de Controle de Vôo Inteligente do Centro de Pesquisas Ames (Ames Research Center) é um sistema que permite reconhecimento de características da aeronave em vôo através de redes neurais com capacidade de aprendizado. Em caso de pane ou mal-funcionamento, o próprio sistema altera os computadores de bordo da aeronave sem a intervenção do piloto.

      Já o Centro de Pesquisas Glenn (John H. Glenn Research Center) desenvolve o programa de Propulsão Ultra-Segura. Através de materiais mais resistentes e de novos conceitos estruturais, o programa visa a redução de falhas nos sistemas de propulsão a um nível mínimo, além da contenção de fragmentos caso um acidente venha a ocorrer. Os materiais mais utilizados são as ligas de titânio-alumínio e super-ligas baseadas em níquel. Além de pesquisas sobre redução de emissões de CO2, o Centro Glenn também desenvolve trabalhos de ponta nas áreas de nanotecnologia, propulsão supersônica e micro-motores.


      Visão revolucionária

      Respondendo a exigências presentes sem perder de vista o futuro, a NASA retoma com o Programa Blueprint seu papel de grande desenvolvedor de tecnologias para a aviação. "O projeto nos traz uma visão nova e revolucionária", declarou o administrador da NASA Sean O'Keefe. "Produzido em conjunto com a Administração Federal da Aviação e o Departamento de Defesa, este projeto irá transformar a NASA e inspirar e desenvolver uma força de trabalho que nos trará uma nova era na aviação".


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